Eu amamentei!

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Márcia Pergameni – Mamãe de Cecília e Antônio
Quando a Cecília nasceu eu ainda não tinha bico formado, (e não tenho até hoje!!) Então, foi aquele sofrimento que todas conhecemos. Usa a bomba para extrair o leite… enche a mamadeirinha (levava uma hora pra encher 30 ml) e ela mamava em 5 segundos.
No início eu achei que não daria conta não, pois meu peito estava todo machucado e eu chorava de dor. E meu marido, coitado, me dava apoio moral que era a única coisa que ele podia fazer!!
Mas eu não desisti. Minha mãe falava que os primeiros quinze dias eram assim mesmo. E eles nunca passavam!!! Foram 15 dias que duraram um mês!!
Quando o peito curou foi uma benção!!! O leite jorrava e a Cecília mamava o dia todo. Era só ela pedir!

Com o Antonio foi um pouco diferente. O início foi só um pouquinho melhor, mas o mamilo invertido continuava lá!! Mas feriu bem menos no início e depois era só alegria.
Quando estava pra voltar ao trabalho, já terminada a licença maternidade, mudei de emprego. Então, voltei a trabalhar uns 15 dias antes do previsto e ficava menos tempo com ele.
Ele mamava pela manhã e a noite quando eu chegava ele ficava louco, mas  mamava cada vez menos e foi se desapegando.
Um belo dia, com 9 meses, ele só brincava com o peito. Colocava o peito na boca e não queria saber de mamar! Parou! Abandonou o peito da mamãe!!
Mas a experiência foi maravilhosa. Saber que eu estava alimentando meus filhos e que eles não precisavam de mais nada… apenas o leite que eu produzia os alimentavam de forma absoluta.
Sinto saudade de quando o peito resolvia tudo!!!

Raquel Perreti – Mãe de Lincoln – o Bebê da capa

Meu nome é Raquel, tenho 24 anos e meu sonho sempre foi ser mãe. Quando eu e meu marido resolvemos ter um bebê ainda demoramos 5 meses para conseguir. Logo que fiz o exame de sangue e vi que deu positivo, corri saltitante e sorridente para contar para todos familiares e amigos. As pessoas na rua até imaginaram que eu estava louca com aquele super sorriso estampado no rosto.

A minha gestação foi maravilhosa. Eu me cuidei e me preparei muito lendo sobre o desenvolvimento do bebê na barriga, fazendo muitas perguntas aos profissionais, mas, infelizmente, não me preocupei com a amamentação. Na minha cabeça eu achava que tudo seria as mil maravilhas, que era só colocar o peito na boca do bebê e pronto: ele estaria feliz e satisfeito. Porém foi muito diferente do que eu pensava. Lincoln nasceu de parto cesariana, o que foi pouco frustrante já queria muito parto normal; e, ao contrário do que muitos possam pensar, nos primeiros dias, felizmente, eu tinha muito leite, o bebê pegou o peito em menos de 5 minutos. Mas havia um problema que eu não sabia e que é genético: tal qual minha avó materna e minha mãe eu tinha o bico do seio invertido. Foi uma luta muito grande, pois no começo os bicos doíam muito, além de sair sangue. Mesmo com dor eu dava o peito. O lado direito formou o bico bem rápido, porém o bico do lado esquerdo demorou para formar e, por conta disso, secou o meu leite nesta mama. Eu só fui dar conta de que meu bebê não estava bem alimentado quando fomos ao pediatra e ele havia engordado apenas 350g em um mês! E isso é muito pouco, haja vista que ele deveria ter ganhado de 20g a 30g por dia!

Fiquei muito nervosa, pois o médico disse que só o meu peito não o estava sustentando! Deu um remédio para eu tomar para descer o leite e passou um complemento para o pequeno. Eu não quis tomar remédio! Se fosse para amamentar no peito seria naturalmente, e quanto ao complemento relutei para dar, até que um dia entrei em desespero, pelo fato do meu bebê só chorar de fome, e acabei dando a mamadeira.

No primeiro e segundo mês de vida ele mamava demais! Queria mamar toda hora e muito e isso, segundo o pediatra, era uma corrida contra o tempo para recuperar o peso que não havia ganhado até em então. Posso dizer que naquele momento o leite artificial foi uma bênção em nossas vidas, mas não foi por isso que desisti em dar o leite materno. Sempre antes de dar a mamadeira, dava o pouco de leite que havia nos dois seios, e aí então complementava com o leite em pó.

Pouco antes do bebê completar 3 meses eis que  aconteceu uma surpresa: acordei pela manhã assustada, pois minha roupa estava em sopa, molhada de leite materno. Daquele dia em diante o bebê toma quase exclusivamente o leite materno e, raramente, preciso complementar com um pouquinho de mamadeira, mas quase nada! Estamos muito felizes, mas o que mais me deixou triste nesta história toda é que alguns profissionais não orientam as gestantes quanto amamentação. Não dão instruções de como preparar o bico de seio, nem sobre a pega correta e muito menos da importância do leite materno para o bebê. Dá impressão que dar mamadeira é mais cômodo para o profissional, pois assim não haverá dor de cabeças para ambos. Mas não é bem assim! Como o pediatra do meu filho disse: O leite materno é comparado com a jóia e leite artificial com a bijuteria. Se você fosse ganhar um presente qual você escolheria? Certamente a resposta seria a jóia, tal qual seu filho irá escolher o leite materno se ele tiver este direito de escolha. E acima de tudo, com minhas palavras digo que dar o seio cria um vinculo maravilhoso entre mãe e filho, um momento aconchegante, um ato de muito carinho e amor!

Andreza Vargas  

Olá me chamo Andreza, tenho 26 anos e sou mãe de primeira viagem. Entre muitas coisas lindas que acontece com a maternidade, uma delas é amamentar. Meu filhote já está com 1 ano e cinco meses e mama como recém nascido.

Logo que ele nasceu tive os mesmos problemas que a grande parte das mamães tem: bico rachado e dor. Usei de tudo, fiz de tudo, meus seios sangravam, mais persisti e lutei como uma leoa pra amamentar a minha cria. Hoje ele está aqui, lindo, forte, nunca teve nada, nem febre, nem resfriado nem nada que uma criança com a idade dele já não tenha tido. Quanto mais eu pensava em desistir mais eu amamentava. Quando começaram a nascer os dentes, novamente achei que iria parar de amamentar, mas eu lutei e venci! Ele mama a noite toda, sem horário e até hoje não quis saber de mamadeira. Meu peito é dele, e não meu.

Flávia Gomes – Mãe de Léo

Engravidei e de um momento para o outro me vi com dúvidas e ideias que jamais pensei ter. Que jamais pensei existirem. Que jamais sonhei em meus devaneios que tais pensamentos faziam parte do mundo materno ou de uma gravidinha. Pois bem, uma delas, foi a preocupação com a amamentação. Durante o período da gestação ouvi todo tipo de histórias. De amigas, familiares, mãe e sogra, cunhadas, gente desconhecida encontrada no mundo louco e solidário da internet e reportagens de revista. Eram peitos enormes de cheios, bicos rachados, dores enlouquecedoras. Houve quem desistisse, houve quem, guerreira, tentasse até dar certo. Durante os nove meses fiquei com aquilo na cabeça. E eu, como seria? Era a pergunta que não se calava nunca em minha cabeça. Passei bucha nos seios para engrossar a pele, tomei sol fazendo topless no quintal de casa e pensava se meu filho seria um bom sugador ou daria trabalho com a boquinha que não faz a pega correta. Até que resolvi relaxar e deixar ver para saber como seria. Mas torcendo para que Leonardo fosse daqueles gulosinhos que não machucam a mamãe.

Pois bem, o grande dia chegou. Após um parto longe de ser o que eu queria – tive que fazer cesárea – mas nem por isso menos emocionante, desci para a sala de recuperação. Esperando voltar da anestesia, sentir novamente minhas pernocas, depois de já ter visto várias vezes meu bebê, que passeava no colo do pai, a enfermeira disse que ele poderia colocar o pequeno Leo para ser amamentado pela mamãe aqui. Um dos momentos mais emocionantes da minha vida, naquela noite de emoções fortes e embaralhadas, foi quando meu filho, seguindo seu instinto de bicho mamífero que precisa ser alimentado, colocou a boquinha em meu peito e sugou, sugou e sugou. Deus ouviu minhas preces e me deu de presente um bezerro perfeito que fez a pega correta e mamou me trazendo a sensação mais maravilhosa no mundo materno.

Depois disso ele mamou várias vezes, com as enfermeiras vindo ver se estava tudo bem, mandando acordá-lo para mamar quando ele dormia direto. Lembro que um dos momentos em que achei tudo absurdo foi quando uma das enfermeiras entrou no quarto, ele estava dormindo na mamada e ela disse para pegar um algodão molhado e passar no rostinho dele. Achei aquilo uma agressão, mas depois soube que há muitos bebês que não mamam direito e essa é uma das técnicas para que ele não durma enquanto mama, já que esse ato gasta muita energia e eles acabam dormindo de tão cansados. Eu e o pai acabamos resolvendo deixá-lo dormir e quando acordasse, mamaria.

De volta para casa, com meu bebê nos braços, sofri o primeiro baque da amamentação. No terceiro dia depois que ele nasceu, meu leite desceu (para quem não sabe, é quando o leite de fato desce e toma o lugar do colostro). Isso causou uma dor difícil de aguentar e aquele anjinho que mamava toda hora passou a ser uma boquinha que sugava um peito imenso, duro e muito dolorido. Ele mamava e eu chorava. Tentei ordenhar, maridão ajudou, mas nada fazia passar. Parecendo um trapo, sem conseguir dormir, entrei na internet em busca de um vídeo que me mostrasse como fazer. Aí mesmo foi que me desesperei! Os vídeos eram todos com mulheres que já ordenhavam há tempos e jorravam leite na tela. Só serviu para me fazer chorar mais e desesperar de vez! No dia seguinte liguei para uma prima do maridão, especialista em amamentação, que morava em outra cidade, e chorei como uma maluca no telefone. Ela foi fundamental nesse momento para me acalmar e dizer que aquilo era normal e que meu choro desesperado também era normal. Disse-me que eu poderia telefonar para ela durante a madrugada se precisasse desabafar porque ninguém entende a gente nesse momento. Foi o que eu precisava. Maridão apoiava, mas não era mulher e não seria a mesma coisa.
No dia seguinte fui ao banco de leite, que foi fundamental nesse momento, e aprendi direitinho como fazer a ordenha e virei doadora para os bebezinhos que não tinham a sorte de ter uma mãe como eu, literalmente uma vaca leiteira. Mas ainda assim, era muito dolorido e cansativo. Ainda não conseguia ordenhar com a bombinha e seguia fazendo no manual. Mesmo com tudo isso, uma semana depois, tive a febre do leite. 40° suando na cama, alternando entre frio e calor, sem falar na dor nos mamares. Nada fácil! Fui parar novamente no banco de leite onde a enfermeira, muito atenciosa, me encaminhou ao hospital, já que teria que ser medicada pelo obstetra. Uma longa espera se seguiu, maridão ficou no banco de leite com o filhote, tentando fazê-lo não chorar de fome enquanto eu tentava ser atendida no PS. Passei mal, demorei tanto para ser atendida pelo médico que a febre aumentou, moleza, enfim, caos total! Depois de três horas consegui ser medicada e fomos embora para casa, onde um batalhão com mãe, sogra, cunhada, a prima especialista que veio de Goiânia com as duas filhas, me esperavam.

Mas o que posso dizer é que depois dessa aventura doída, só ficou a parte boa. Meu peito nunca rachou, feriu só um pouquinho e eu consegui amamentar meu bebê-bezerrinho com todo o leite ao qual ele tinha direito e até de sobra. Virei doadora do banco de leite, que já chegou a buscar seis vidros na minha casa, quando a média são dois ou três, e sigo feliz na minha rotina de vaquinha leiteira. É difícil, sim, mas com a informação correta e a ajuda necessária, fica mais fácil e ninguém precisa parar de amamentar.

Grande abraço,


Espaço Materna

 

 Samantha Grávena – Mãe de Théo e Melissa

Amamentei meus gêmeos por 3 meses! Os 2 ao mesmo tempo! Na verdade, adoraria ter amamentado por mais tempo, mas a coisa foi ficando complicada e tive de iniciar a mamadeira. Sei que fiz a minha parte, só uma mãe de gêmeos sabe a dificuldade de amamentar 2 ou mais bebês.
Conheça seu delicioso blog: http://doipraladoipraca.com

 

Paula Belmino – Mãe de Alice

Eu amamantei por pouco tempo, pois tive muitos problemas. Entretanto, até hoje me culpo e essa seria uma linda recompensa de amor, uma vez que sou incentivadora  da amamentação. Segue poesia:

Néctar do Amor

Poções de amor
Em leite divino materno
Carinho e afeto
Momento mágico
Que faz o elo entre mãe e filho
Amamentar doando vida
Saúde ao ser tão pequenino!
Felicidade em lágrimas
De ser completamente mãe
Alimentando o filho com pureza
Unindo-se ao seu coração!
Leite néctar da alma
Alimento doado do céu
Fez da mãe a doadora da vida
Em poções de amor e mel
Leite maternal
O prazer de ser feliz
Dar amor em gotinhas brancas
Que sai do seio a fluir!
Mãe amamentando o filho
É Deus que traz vida em si!

http://paulabelmino.blogspot.com

 

Roberta Fernandes – Mãe de Alexandre e Rafael

Meu nome é Roberta, tenho 30 anos e 2 filhos: Alexandre de 16 anos e Rafael de 1 ano e 8 meses.

Amamentei o meu mais velho até os 3 anos e meio. E o Rafinha, eu pretendo amamentar até os 2 anos, e vou conseguir!

Na primeira gravidez, li muito sobre como cuidar de um bebê, a revista Crescer me ajudou muito. Afinal, eu tinha apenas 13 anos e não sabia nada de bebês.

Mas amamentei de primeira, com a ajuda da enfermeira, pq eu não sabia nem segurar o bebê.

Não tive nenhum problema de rachaduras nos seios graças a Deus. Mas tive o maior problema pra desmamar, porque eu tinha muito leite.

Agora, com o Rafinha, também tive muito leite, nenhuma rachadura graças a Deus.

Doei leite nos primeiros meses, porque era absurdo o tantão de leite que tinha.

Aos cinco meses o Rafa foi pra creche e eu comecei a tirar leite todo dia na bombinha pra levar pra creche, e fiz até ele completar 1 ano. Depois disso, liberei outro leite. Mas o meu leite não acabou e ele chega da creche já pulando na minha blusa pra mamar.

Fico muito feliz em amamentar meus filhos, pois pra mim, é uma forma de carinho intensa, de cumplicidade entre mãe e bebê.É um momento só nosso, onde rola amor, alimentação, carinho.

Minha meta é amamentar até dia 16 de julho de 2011.

Depois, quero ver o quão difícil vai ser deixar de ter essa cumplicidade, tanto pra mim, quanto pra ele.

 Um abraço!

5 responses to “Eu amamentei!

  1. eu já enviei né????????? ansiosaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

  2. Lindas histórias sobre amamentar , dar o peito, dar amor, se doar.

  3. Roberta Fernandes de Almeida

    Que lindo! Emocionei de ver meu depoimento aqui.
    Um beijo

  4. vou enviar meu relato, achei lindo ver todos estes, espero que o meu ajude outras maezinhas não desistir dete ato de amor que também tem dor. Agora estou pensando no desmame, mas hoje aos 27 meses ela ainda ama o seu mamazão!

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